AUTOBIOGRAFIAS
Roberto Pires
Roberto
Pires de Oliveira nasceu na Serra de Petrópolis, Rio de Janeiro,
trabalhando muitos anos na sua área profissional de Engenharia Elétrica.
Nasceu de fato em 11 de junho de 1947, mas só foi registrado depois.
Para escapar da multa, seu pai providenciou o registro em 01 de
setembro de 1947. RPires, como gosta de ser chamado no ambiente
literário, diz que não se importa com isto. Na verdade é até bom
ter duas datas de nascimento, uma de fato e outra de direito, pois,
com um pouco de sorte, acaba ganhando dois presentes! Por volta
de 1980, Roberto veio a Fortaleza pela primeira vez através da empresa
Montreal Engenharia para solucionar alguns problemas num equipamento
de comunicação, importado, na Plataforma de Petróleo Montreal III,
que na época explorou petróleo no litoral cearense. Apaixonou-se
por Fortaleza e depois de tentativas infrutíferas de transferência
para o Ceará, Roberto deixou a empresa e mudou-se para Fortaleza.
Um dia, em passeio por Camocim trazido pelo empresário Barcelos,
da área de exploração de castanha de caju, gostou e aqui passou
um ano. Roberto passou alguns anos nos EUA, a fim de aprender sobre
computadores, pois tivera contato com uma dessas máquinas com médicos
amigos seus - Paulo Iran e Sebastião Fernando Vieira, o Babá, no
Hospital Walter Teles em Fortaleza; afinal, os computadores haviam
mexido com sua alma. Em 1992, ainda na América e a convite do amigo
Ernesto Saboia, veio a Camocim para participar da campanha política
de Manoel Siqueira. Porém aqui ficou e não mais voltou a morar na
América do Norte. RPires fundou junto com o prefeito Antônio Manuel
Veras o Curso de Computação da Casa de Cultura, que viria mais tarde
contribuir, fortemente, para a informatização da cidade. Conversando
em 1998 com Carlos Cardeal na Casa de Cultura, exibiu-lhe um exemplar
de informativo que fizera para a Escola de Promoção Humana, em parceria
com o ex-padre Benedito; propôs então a Cardeal criar um jornal
de cunho literário. Carlos Cardeal disse-lhe: - Um momento que irei
chamar outro amigo interessado para lhe apresentar. De telefone
em punho, chamou um colega e minutos depois lhe apresentou Raimundo
Bento Sotero. Desta parceria, Rpires, que possui muita habilidade
nas artes gráficas de computadores, logo tinha em mãos o rascunho
do que viria a ser O Literário, mídia papel, que daria origem ao
Literário On-Line (http://www.literário.com.br). O site hoje conta
com mais de 50.000 visitas de escritores, poetas e leitores do mundo
todo de língua portuguesa. Como conseqüência deste movimento nas
letras camocinenses, criou-se o Grêmio Literário Ivan Pereira de
Carvalho, do qual Rpires é um dos fundadores. Três anos mais tarde
propôs ao grupo a transformação do Grêmio na Academia de Letras
da Cidade. O grupo não aceitou e Rpires, em 31 de maio de 2001,
com a cooperação de intelectuais da terra e três escritores convidados
de Portugal para esta tarefa, fundava a Academia Camocinense de
Letras que, ao mesmo tempo, integrou em seu quadro, trazidos por
Rpires, o escritor e humorista Chico Anysio, Arimatéa Filho, Raimundo
Silva Cavalcante e a grande Rachel de Queiroz. Rpires é sócio emérito
da Academia Municipalista de Letras do Ceará- ALMECE , sócio efetivo
da Academia Fortalezense de Letras, Cadeira 3 da Academia Camocinense
de Letras e atual presidente e Acadêmico Honorário da Academia de
Letras e Arte do Ceará - ALACE. Seu livro Crônicas de Uma Vida foi
primeiro lugar no Concurso Literário Ideal Clube 2002.
Roberto Pires |