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AUTOBIOGRAFIAS

Stéphanie Caroline Schiffer Drummond

Nascida em São Joaquim, Santa Catarina, Brasil, no dia 15 de agosto de 1966, filha de coronel Henrique Drummond, na época com 45 anos, e de Alice Regina Berger Schiffer, de 17 anos. Quando Alice conheceu Henrique, ele era casado com Yolanda Drummond, que era infértil e sofria de câncer terminal. Apesar de terem se apaixonado, Henrique esperou a morte na esposa, em fevereiro de 1965, para então se casar com Alice, em julho do mesmo ano. Em novembro, Alice engravida de Stéphanie. Tal notícia aumentou a felicidade do casal. No dia 13 de agosto de 1966, Alice entra em trabalho de parto, mas sua filha nasce apenas dois dias depois, mas como Alice ainda era muito jovem, não resistiu às complicações pós-parto e morreu no dia 16 de agosto de 1966. Apesar de Stéphanie ser sua única filha, Henrique sempre a culpou pela morte da jovem esposa. A criação de Stéphanie se deu através de uma ama-de-leite, posteriormente sua babá, Úrsula Schimidt. Desde cedo, Stéphanie surpreendia a todos por sua beleza, já que tinha cabelos vermelhos iguais aos da mãe e olhos azuis iguais aos do pai – conseqüência da descendência francesa e alemã – mas a menina se destacou nas letras. Aos 12 anos, quando estudava numa pequena escola de sua cidade, pediu a permissão para criar uma oficina de teatro no colégio. No meio do mesmo ano, ela escreve e atua na peça infantil “O gato comeu”, que conta a história de Alice (nome escolhido por causa da mãe), uma menina que descobre o motivo do sumiço das coisas. Incentivada pela babá, Stéphanie continua escrevendo peças para o colégio e atuando nas mesmas, ao longo de três anos, ela escreveu cinco peças, as quais fizeram um certo sucesso na pequena cidade em que morava. Em 1981, Úrsula convence Henrique de matricular a menina de 14 anos numa escola suíço-brasileira em Curitiba. Úrsula e Stéphanie mudaram-se para a capital paranaense, onde a menina fez o ensino médio e entrou para um curso de teatro. Formou-se aos 18 anos, em dezembro de 1984. Stéphanie decide fazer faculdade de cinema em Londres, e para lá se muda no início de 1985. Após três meses na capital inglesa, volta às pressas para o Brasil porque o pai, aos 66 anos, descobrira um aneurisma cerebral e que a operação seria bastante arriscada. A cirurgia foi marcada para 15 de maio e horas antes da operação, ele diz a Stéphanie que a ama mais que tudo no mundo. A cirurgia transcorre bem, mas uma hemorragia cerebral mata Henrique Drummond. Amparada por Úrsula, Stéphanie volta a Londres e retoma os estudos. Em 1986, conhece o executivo Thomas Carpenter, de 32 anos, e os dois se apaixonam. Após dois anos de namoro, Thomas pede Stéphanie em casamento e eles se casam em julho de 1989. Pouco tempo depois é contratada para produzir alguns documentários, carreira que segue até 1995, período que nasceram seu cinco filhos: as gêmeas Susanna e Mônica, nascidas em dezembro de 1990, Christopher, em maio de 1992, Abigail, em fevereiro de 1993 e Arthur, em dezembro de 1995. Alguns de seus documentários ajudaram-na a fazer nome, principalmente sobre aa rainhas Elizabeth I e Victoria de Hannover. Em 1996, aos 29 anos, empenha-se no roteiro, na produção e direção de um filme sobre a Rainha Victoria, para os cinemas ingleses. Durante todo o ano, trabalhou arduamente e em janeiro de 1997, seu primeiro filme foi lançado na Inglaterra e em alguns países europeus, com boas críticas e sucesso imediato. Feliz com o resultado de seu trabalho e apoiada por alguns bons patrocinadores, Stéphanie começa seu segundo filme sobre a última rainha da França, Maria Antonieta. Durante todo o ano de 1997, ela dedicou-se exclusivamente ao filme, lançado em janeiro de 1998. Como Stéphanie já tinha um nome conhecido na Europa, este filme fez mais sucesso e logo após o lançamento do mesmo, lançou um livro biográfico sobre a rainha. Para divulgar o filme e o livro, ela viaja por diversos países europeus, junto com os filhos. Durante os anos de 1999 até 2002, Stéphanie filmou mais seis filmes, todos sobre grandes mulheres que viveram no passado. Em 2003, voltou para o Brasil após quase 17 anos e começou o que considera o seu melhor trabalho: dois filmes contando a história da Imperatriz Leopoldina de Habsburgo, Imperatriz Amélia de Leuchtenberg e a Marquesa do Santos. O projeto foi lançado aos cinemas europeus em março de 2004 e atualmente está em divulgação por toda a Europa. As obras de Stéphanie Drummond destacam-se pela biografia de grandes mulheres do passado e foi divulgada quase que exclusivamente ao público europeu. Stéphanie tem 36 anos, pois faz aniversário em agosto, é casado com o empresário e principal patrocinador Thomas Carpenter e vive em Londres, feliz com seus cinco filhos. Ela também tem propriedades na Suíça, país no qual estudam seus quatro filhos mais velhos. O grande sonho desta produtora/diretora/roteirista é que seus filmes façam sucesso no Brasil.

Stéphanie Caroline Schiffer Drummond

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