Barão do Amazonas

Biografia de Barão do Amazonas:

Francisco Manuel Barroso da Silva (1804-1882) foi herói da Guerra do Paraguai, venceu a Batalha Naval do Riachuelo e é autor da frase "O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.

Francisco Manuel Barroso da Silva nasceu no dia 23 de setembro de 1804, em Lisboa e veio para o Brasil com 5 anos apenas. Formou-se pela Academia da Marinha do Rio de Janeiro no ano de 1821.

Participou das campanhas navais do rio da Prata de 1826 a 1828 e do Pará em 1836. Chefiou a campanha de nossa esquadra na Guerra do Paraguai. Em toda campanha o que mais se ressaltou foi a célebre Batalha do Riachuelo, que decidiria o rumo dessa guerra. Todo o seu gênio estrategista foi revelado nessa ocasião.

Utilizando navios a vapor como se fossem aríetes, derrotou fragorosamente os paraguaios, levando-os a desistirem da pretendida invasão de Entre Rios. A sua ação prosseguiu ainda em Passos da Pátria Mercedes, Cuevas, Curuzu e Curupaití.

Herói da Guerra do Paraguai, foi o vencedor da Batalha Naval do Riachuelo, quando, investindo com a proa de sua capitânea, a fragata "Amazonas", contra os navios inimigos que lhe estavam mais próximos, e pondo-os a pique, decidiu a favor do Brasil a sorte da luta.

Francisco Manuel Barroso da Silva é o autor de duas frases que deixaram claro sua fibra e patriotismo, entrando para a nossa História "Atacar e destruir o inimigo o mais perto que puder" e "0 Brasil espera que cada um cumpra o seu dever".

A importância de sua atuação na Batalha Naval do Riachuelo foi reconhecida pelo governo imperial, que lhe concedeu a Ordem Imperial do Cruzeiro e o título honorífico de Barão do Amazonas.

O feito de Barroso foi celebrado pelos poetas e representados em telas. Coube a Vitor Meireles, o consagrado pintor, imortalizar o acontecimento em sua famosa tela. Em 1866 foi homenageado com o título de Barão do Amazonas (era o nome do navio que comandava).
Em 1868 foi nomeado Comandante Chefe da esquadra e neste mesmo ano promovido a Vice-Almirante e finalmente reformado em 1873.

O Barão do Amazonas faleceu em 8 de agosto de 1882 em Montevidéu, no Uruguai, após ter prestado inúmeros serviços à Pátria. Seus restos mortais foram transladados para o Rio de Janeiro, a bordo do cruzador “Barroso".

Última atualização do biografia de Barão do Amazonas: 26/10/2011.
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