BIOGRAFIAS
Augusto Malta 1864-1957)
Augusto
Cesar Malta de Campos nasceu em maio de 1864 em Paulo Afonso, nas
Alagoas, e com 24 anos veio para o Rio de Janeiro, onde tentou várias
profissões, todas sem sucesso. Só em 1900, já
com 36 anos de idade, tornou-se fotógrafo amador, tendo sido
apresentado ao Prefeito Pereira Passos que o convidou para ser o
fotógrafo oficial da Prefeitura Municipal. Malta documentou
todas as atividades da prefeitura: inaugurações, posses,
obras públicas, e mesmo cenas do dia-a-dia, tendo acumulado
mais de 80 mil chapas fotográficas em mais ou menos 50 anos
de profissão. Nenhum recanto do Rio antigo escapou de suas
lentes: os quarteirões condenados, escolas, hospitais, prédios
históricos, figuras importantes etc, tudo ficou registrado
em seus negativos. Foi Malta quem deu início à reportagem
ilustrada sendo, talvez, o primeiro fotógrafo brasileiro
a intuir a importância da fotografia como documento e veículo
de comunicação com linguagem própria. Malta
aposentou-se como funcionário da Prefeitura, em 1936, depois
de servir às administrações de Pereira Passos,
Souza Aguiar, Carlos Sampaio, Prado Junior, Alaor Prata e Pedro
Ernesto. Mesmo aposentado, continuou fotografando por quase 20 anos
todos os aspectos da vida cotidiana, inclusive o Carnaval, que ele
registrou até meados da década de 40 e que hoje se
constitui no mais valioso documento de memória do que foi
o carnaval carioca. Em 30 de junho de 1957, aos 93 anos, Augusto
Malta faleceu no Hospital da Ordem Terceira da Penitência,
onde fora internado com insuficiência cardíaca. Era
casado com a Sra. Celina Augusta Vercheuren com quem teve três
filhos. O Museu do Telephone guarda em seu acervo fotos raras em
que Malta registrou o desenvolvimento da telefonia e o dia-a-dia
das telefonistas no Rio do início do século.
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