BIOGRAFIAS
Bernardo Guimarães
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Bernardo Joaquim da Silva Guimarães
nasceu em Ouro Preto a 15 de agosto de 1825 e morreu em 10 de março
de 1884 na mesma localidade. Apesar de ser mais conhecido pelos
seus romances, de cunho essencialmente regional, foi também
jornalista, contista e poeta. Inseparável de um espírito
boêmio, que caracterizou toda a sua vida e parte da sua
obra, tornou-se famoso pelos ditos humorísticos, pelas
artimanhas com que ludibriava os amigos e pela predileção
com que se entregava às bebidas espirituosas. Formado em
Direito, chegou a exercer as funções de Juiz numa
cidade de Goiás. Porém, pouco tempo se manteve nesse
cargo, pois deliberou, certa vez, absolver e dar liberdade a todos
os presos da cidade. Dedicou-se depois ao magistério,
lecionando em Ouro Preto. Nunca abandonou, em toda a sua vida, a
dedicação à literatura, nem diminuiu a
atividade intelectual. A primeira obra que escreveu, Cantos da
Solidão (1852), é considerada por alguns críticos
a sua obra-prima, em poesia. Depois disso, publicou: Poesias
(1865); O Ermitão do Muquem, romance (1871); Lendas e
Romances, novelas (idem); O Garimpeiro e O Seminarista, romances
(1872); O indio Afonso, romance (1873); A Escrava Isaura, romance
(1875); Novas Poesias (1876); Maurício, romance (1877); A
Ilha Maldita O Pão de Ouro, romances (1879); Rosa ura, a
Enleitada, romance (1883) e Fôlhas de Outono, poesias
(idem). Escreveu ainda um opúsculo de poesias licenciosas,
intitulado O Elixir do Pajé, que foi impresso
sub-repticiamente, dada a índole do seu conteúdo e
do qual se conhecem muito poucos exemplares. Um deles, considerado
"raríssimo", figura na "Coleção
Adir Guimarães" da Biblioteca Central da Universidade
do Brasil. Bernardo Guimarães é o patrono da Cadeira
N.º 5 da Academia Brasileira de Letras.
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