BIOGRAFIAS
Carlota Joaquina (1775-1830)
Descrita, à época de seu casamento
com D. João VI, como "quase horrenda", D. Carlota
Joaquina, além de detestar o marido, odiou sempre os
brasileiros e o tempo em que foi obrigada a viver no Brasil.
Carlota Joaquina de Bourbon, infanta de Espanha, rainha de
Portugal e imperatriz honorária do Brasil, nasceu no palácio
de Aranjuez, a 22 de abril de 1775. Ambiciosa e isenta de escrúpulos,
passou a viver em Queluz com os filhos ao se evidenciar a demência
da rainha de Portugal, D. Maria I, enquanto D. João se
instalava no palácio de Mafra. Em 1807 tentou por todos os
meios evitar a partida para o Brasil, depois que a península
ibérica foi invadida pelas tropas de Napoleão. No
Rio de Janeiro, preferiu sempre morar longe do marido, em locais
bucólicos, como Botafogo. Tentando influenciar a política
das colônias espanholas, programou uma viagem ao Prata, mas
foi impedida por D. João VI. De regresso a Portugal,
manifestou-se contrária ao regime constitucional e por isso
teve cassada a cidadania portuguesa. Confinada na quinta do Ramalhão,
conspirou para a volta do absolutismo e, com a morte do marido,
animou o filho, D. Miguel, a se apoderar da coroa, que lhe seria
tirada posteriormente por D. Pedro I do Brasil (D. Pedro IV de
Portugal). D. Carlota Joaquina morreu em Lisboa, no palácio
de Queluz, em 7 de janeiro de 1830.
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