BIOGRAFIAS
Sérgio Vieira de Mello (1948 - 2003)
Embaixador Brasileiro e Alto Comissário
de Direitos Humanos da ONU. Nascido no Rio de Janeiro em 1948,
Sérgio Vieira de Mello entrou no ONU em 1969 enquanto estudava
filosofia e humanidades na Universidade de Paris (Panthéon-Sorbonne).
Passou a maior parte da carreira trabalhando na ONU para refugiados
em Geneva, e serviu em operações humanitárias
e de guarda-paz em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique
e Peru. Em 1981 ele assumiu seu primeiro cargo de alto-nível,
quando ele foi nomeado Conselheiro Político Sênior
das forças da ONU no Líbano. Depois disso, ocupou
diversas funções importantes nas matrizes da UNHCR's
de 1983 a 1991 (Chefe de Gabinete da Alta Comissão; Diretor
do Departamento Regional para Ásia e Oceania; e Diretor
de divisão de relações externas). Entre 1991
e 1996, serviu como Enviado Especial do Alto Comissário
ao Camboja, diretor do repatriamento para a autoridade transicional
da ONU em Camboja (UNTAC). Diretor de casos civis da ONU de proteção
das nações (UNPROFOR), Coordenador humanitário
regional da ONU na região dos Grandes Lagos da África.
Em 1996 ele foi nomeado Assistente Alto Comissário da ONU
para refugiados, antes de ser enviado para Nova York em janeiro
1998 como Sub-Secretário-Geral para casos humanitários
e Coordenador de Emergência. Assumiu temporariamente a posição
do Representante Especial do Secretário Geral em Kosovo
e serviu também como o Administrador Transicional da ONU
no Timor Leste. Em 12 de setembro de 2002 foi nomeado Alto Comissário
de Direitos Humanos da ONU. Em maio de 2003, foi nomeado pelo
Secretário Geral para assumir seu cargo, como Representante
Especial do Secretário Geral durante quatro meses no Iraque.
E nesta função ficou até o dia 19 de agosto
de 2003, quando foi morto tragicamente. "Sergio", como
era conhecido pelos oficiais de governo, membros da equipe de
funcionários da ONU, e de outros que o consideraram um
bom amigo, foi um empregado civil internacional notavelmente eficaz.
Como resultado, a ONU nomeou para resolver um dos mais complicados
desafios humanitários mundiais. Sua carreira de sucesso
é extraordinária. Seus bens eram a inteligência
extraordinária e o bom senso, a graciosidade e a sagacidade,
e uma profunda dedicação aos princípios humanitários
que integram a ONU. Ele era uma escolha óbvia para conduzir
o esforço da ONU no Iraque, a que deu sua vida. Seus amigos
e colegas da ONU e do Mundo sempre honrarão o Sérgio,
em memória de sua perseverança no direito humanitário,
que ele sempre defendia.
Fonte: Office of the High Commissioner for Human
Rights |