Djanira da Motta e Silva

Pintora brasileira

Biografia de Djanira da Motta e Silva:

Djanira da Mota e Silva (1914-1979) foi uma pintora, desenhista, ilustradora e cenógrafa brasileira. Sua tela "Santana de Pé" está no Museu do Vaticano. O mural "Candomblé" foi encomendado por Jorge Amado, para sua casa em Salvador. É seu também o painel do Liceu Municipal de Petrópolis e o painel de azulejos com 160 m2 do túnel Catumbí em Laranjeiras, Rio de Janeiro.

Djanira da Mota e Silva (1914-1979) nasceu em Avaré, São Paulo, no dia 20 de junho. Neta de imigrantes austríacos e índios. Ainda criança a família muda-se para Porto União em Santa Catarina. Em 1928, volta para Avaré, onde vive na região de cafezais. Depois da mudança para São Paulo, com 23 anos, Djanira adoece com tuberculose e recebe tratamento no Sanatório Dória em Campos do Jordão, onde realiza seu primeiro desenho. Casa-se com Bartolomeu Gomes Pereira, maquinista da Marinha Mercante, que morre quando seu navio é torpedeado durante a Segunda Guerra Mundial.

Muda-se para o Rio de Janeiro e instala-se, em Santa Teresa na Pensão Mauá, ponto de encontro de artistas e intelectuais. Por volta de 1940, passa a ter aulas com Emeric Marcier e Milton Dacosta, seus hóspedes, e também frequenta o curso noturno do Liceu de Artes e Ofícios. Em 1943, expõe pela primeira vez em uma mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa. Entre 1945 e 1947, reside em Nova York (EUA), onde é influenciada pela pintura de Pieter Brueghel. Nesta mesma época, conhece Fernand Léger, Joan Miró e Marc Chagall.

De volta ao Brasil, realiza o mural Candomblé para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e o painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Em 1952 casa-se pela segunda vez com José Shaw da Motta e Silva. Entre 1953 e 1954, viaja a estudo para a União Soviética (URSS). De volta ao Rio de Janeiro, torna-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura.

Realiza em 1963 o painel de azulejos Santa Bárbara, com 160 m2, no túnel Catumbi em Laranjeiras, Rio de Janeiro. Muito religiosa, ingressa na Ordem Terceira Carmelita, da qual recebe o hábito com o nome de Irmã Teresa do Amor Divino. Em 1972 recebe do Vaticano a Medalha e Diploma da Cruz "Pro Ecclesia et Pontifice", conferida pelo Papa Paulo VI. Djanira, aliás, foi a primeira artista latino-americana representada com obras no Museu do Vaticano, para quem ofereceu a tela "Santana de Pé", por ela pintada com o braço esquerdo, já que havia fraturado a clavícula.

Entre as exposições das quais participa, destacam-se: Salão Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, várias edições entre 1942 e 1949; Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, várias edições entre 1951 e 1958; 2ª Bienal de São Paulo, 1953; Retrospectiva, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM/RJ, em Munique (Alemanha) e na Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1958; Arte Moderna Brasileira, no Museu de Arte Moderna, Paris (França), 1960; Retrospectiva, no MNBA, Rio de Janeiro, 1976.

Considerada uma das mais importantes artistas brasileiras do século 20, é sem dúvida a mais autentica brasileira de nossas pintoras. Interpretou de maneira singela e poética a paisagem nacional e os habitantes e costumes do país.

Após sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 31 de maio de 1979, suas obras figuraram nas mostras: Retrospectiva, no MNBA, Rio de Janeiro, 1985; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, MASP, 1985; 8º Salão Nacional de Artes Plásticas - Sala Especial Salão Preto e Branco, Rio de Janeiro, 1985; Arte Moderna Brasileira - Uma Seleção da Coleção Roberto Marinho, no Masp, 1994; Visões do Rio, no MAM/RJ, 1996; Coleção Museu de Arte Moderna da Bahia, no MAM/SP, São Paulo, 1998.

Informações biográficas de Djanira da Motta e Silva:

Data do Nascimento: 20/06/1914
Data da Morte: 31/05/1979
Nasceu há 100 anos
Morreu aos 64 anos
Morreu há 35 anos

Última atualização do biografia de Djanira da Motta e Silva: 13/04/2012.
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