Dom Gabriel Paulino Bueno Couto
Biografia de Dom Gabriel Paulino Bueno Couto:
Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (1910-1982) foi um bispo católico brasileiro.
Nasceu na cidade de Itu, integrante da nova Diocese, em 22 de junho de 1910. Fez os seus estudos secundários no então Seminário Arquidiocesano e Provincial de São Paulo, dirigido pelos Cônegos Premonstratenses, na cidade de Pirapora do Bom Jesus. Entrou no Convento do Carmo, de Itu. Seguiu para Roma, onde terminou a sua formação carmelitana, tendo sido ordenado presbítero em 9 de julho de ano de 1933. Permaneceria na Cidade Eterna até a sua nomeação e sagração como Bispo, o que se deu em 15 de dezembro de 1946.
Em Roma, foi o Reitor do Colégio Internacional "Santo Alberto", da Ordem do Carmo. Durante a II Grande Guerra, de 1939 a 1945, sentiu as conseqüências de uma alimentação insuficiente e em decorrência do zelo com que atendeu a um dos seus confrades tuberculoso, veio a contrair a grave doença. Isso pesaria sobre a sua frágil pessoa até a sua morte no ano de 1982, já como Bispo de Jundiaí. No Brasil foi, seguidamente, Bispo Auxiliar em Jaboticabal, Curitiba, Taubaté e São Paulo.
Em 1966, foi eleito primeiro Bispo de Jundiaí, Diocese que pastoreou exemplarmente de 1967 até o ano de sua morte. Poliglota, conferencista, teólogo, pintor e escritor, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto morreu com fama de santo e místico. Trabalhou incansavelmente, deixando poucos escritos, porém, de grande valor, entre eles: "O Homem e Sua Realização: Roteiro de Felicidade" e "O Sacerdote, o Matrimônio e a Família no Magistério da Igreja de Cristo". Em 06 de janeiro de 1980 inaugurou o Seminário Maior da Diocese. Preparando o início do processo de sua beatificação, os escritos de Dom Gabriel Paulino foram examinados por dois renomados teólogos brasileiros.
Em seus Pareceres declaram não só a ortodoxia dos escritos e pregação do venerando Bispo mas, também, a originalidade de seu pensamento cristológico e eclesiológico. Constituído o Tribunal Eclesiástico Diocesano, para o processo de sua beatificação, foi enviado à Congregação da Causa dos Santos em outubro do ano 2000, aguardando a palavra definitiva da Sé Apostólica Romana. Seus restos mortais repousam na acolhedora Cripta da Igreja Catedral de Nossa Senhora do Desterro.
