E-Biografias - Seu portal de biografias na Internet
Pesquisa:
Menu
Biografias
  Busca
  Catálogo
  Incluir
  Retificar
Autobiografias
  Busca
  Catálogo
  Cadastrar
  Retificar
Especial
  Busca
  Catálogo
  Retificar
Colaboradores
  Colunas
  Cadastrar
Escritores & Obras
  Busca
  Catálogo
  Cadastrar
Serviços
  Eventos
  S.O.S
  Publicidade
  Parceria
  Imprensa
  Contato

ESPECIAL: Deuses do futebol brasileiro (por Jaime B. Cosmo)

Leônidas (1913-)

Muito embora o ídolo de PELÉ tenha sido Zizinho que por sinal assumiu o manto de Leônidas da Silva, foi este craque nascido em 06/09/1913 quem foi considerado o segundo maior jogador da história do Brasil assumindo o manto de Friendereich embora o primeiro a despontar no futebol mundial já que Arthur Friendereich não teve a sorte de disputar os mundiais de 30, 34 e 38 quando ainda jogava embora já veterano, o maior craque da década de 30 foi também o primeiro brasileiro que o mundo aplaudiu, seu talento era tamanho que até mesmo gol descalço ele fez, o Brasil teve grandes artilheiros antes de Leônidas pois na década de 20 no embrionário futebol tupiniquim o próprio Friedenreich e Feitiço brilharam contudo suas famas pouco ultrapassaram as fronteiras do país, mas por atuar em duas copas do mundo (34 e 38) Leônidas viu seu talento ser reconhecido mundialmente muitos dizem que ele se equiparava a Pelé e Didi mas que também deu o azar de jogar em uma época onde a televisão não existia, centroavante técnico, veloz de grande expulsão e elasticidade recebeu o apelido de "O Homem de borracha" por causa das acrobacias que fazia com a bola, entre elas a "bicicleta" àquela que popularizou e tornou famosa no mundo inteiro a ponto de julgarem-na como sua invenção pois ele mesmo admite ter visto o jogador Petronilho de Brito dar bicicletas antes dele e segundo registros oficiais em 1914 o chileno Ramón Unzaga já executava o lance, fez isso tantas vezes no sul americano de seleções de 1920 que os argentinos apelidaram o lance de "chilena" como ele é conhecido em toda a América do Sul, com o tempo sua habilidade é técnica gerou o apelido de "Diamante Negro", sua história começou nas peladas dos subúrbios do Rio de Janeiro, algumas atuações pelos "segundo e terceiros quadros" do modesto time do Sírio lhe valeram um contrato (ilegal e por escondido pois na época o futebol era amador) com o Bonsucesso, em seu primeiro campeonato jogou tanto que foi convocado pra jogar na Seleção Carioca que disputou o brasileiro de seleções de 1931 e com o título dos cariocas sobre a seleção paulista de Friedenreich ficou marcada a mudança de geração no futebol brasileiro, era o fim da era Fried e o início da era Leônidas, contudo na época o amadorismo do futebol era hipócrita mas duro com àqueles que assumiam jogar por dinheiro, com isso Leônidas saiu do Brasil e foi jogar no Uruguai pelo Peñarol em 1933, tal ato iniciou um êxodo de craques brasileiros para outros países onde o futebol era profissional o que levou os dirigentes do país a admitirem a regulamentação da profissão, com isso o Vasco da Gama que resolveu montar um supertime em 1934 foi ao Uruguai e trouxe o Diamante Negro de volta para sorte de nosso futebol pois onde ele passou se tornou ídolo e artilheiro pois muitos de seus 406 gols foram decisivos ou históricos por exemplo na Copa Rio Branco de 1932 quando fez ambos os gols na vitória de 2x1 sobre o Uruguai campeão do mundo de 1930 em pleno Estádio Centenário de Montevidéu , na dramática vitória por 6x5 contra a Polônia em 38 marcou quatro gols com isso na Copa do Mundo de 38 na França foi considerado o melhor jogador do mundo, o melhor atacante da competição e terminou artilheiro da competição com sete gols, conta a lenda que contra a Polônia em atuou parte da partida sem uma das chuteiras marcando o já mencionado gol com o pé descalço o sexto da partida pois em função das chuvas e do gramado encharcado ele arriscou um chute e perdeu o calçado no mesmo lance a bola voltou para ele que sem pensar enfiou o pé, continuou sua carreira de ídolo pelo Botafogo e pelo Flamengo até que já veterano foi para o São Paulo por uma fortuna para a época ( 200 contos de réis) e por causa de sua idade avançada foi criticado pelos torcedores rivais que diziam que o tricolor paulista havia adquirido "um bonde velho de 200 contos" até que em um jogo em pleno Pacaembu contra o Palestra Itália (atual Palmeiras) o craque deu sua resposta marcando um gol de bicicleta e calando de vez os adversários...apesar da falta de memória que assola a cultura brasileira em uma enquete realizada pra determinar a maior seleção brasileira de todos os tempos Leônidas deixou pra traz nomes mais recentes como Romário, Bebeto, Tostão e Jair e importantes como Ademir e Vavá e em 1998 na segunda Copa do Mundo da França no jogo Brasil e Chile torcedores abriram uma faixa no estádio "Leônidas vive".

Imprimir Copiar referência bibliográfica Recomendar para um amigo Procurar por biografias Pedir ajuda ao S.O.S E-Biografias

© Copyright 2000-2005 E-BIOGRAFIAS. Todos os direitos reservados.