Júlio César

Político e militar romano

Biografia de Júlio César:

Julio César (100-44 a.C.) foi político e militar romano. Além da Gália, dominou a Ásia e incorporou ao império uma vasta faixa do Norte da África. Apoiado pelo Senado tornou-se Pontífice Máximo e Ditador Perpétuo.

Júlio César (100-44 a.C.) nasceu em Roma, no ano 100 a.C. Era descendente de uma família de patrícios, a elite romana. Foi educado como todo aristocrata, aprendeu a ser um bom soldado. Dominava o grego e o latim. Atingiu a maioridade aos 16 anos. Foi lutar na Ásia em alguns focos de resistência ao domínio romano. Apesar de sua origem aristocrática, admirava o plebeu Caio Mário, seu tio, que tornara-se um dos chefes do partido democrático.

Quando nasceu, a República Romana já era a principal potência do mediterrâneo, e continuava a se expandir. Guerra e pirataria era um meio normal de acumular riquezas. O Senado era o órgão máximo do poder, restrito inicialmente aos patrícios, os nobres de sangue e de terra.

As conquistas romanas provocaram grandes transformações na sociedade. O grande número de escravos capturados nas guerras, eram mão de obra gratuita, nas imensas propriedades agrícolas dos aristocratas. Os pequenos lavradores estavam arruinados, não pagavam os impostos e eram escravizados. A população plebeia reivindicava a divisão das terras e o perdão das dívidas. A cidade estava mergulhada no caos. Era o início de uma guerra civil.

Todas as mudanças ocorridas na sociedade romana, eram exploradas pelos grupos que lutavam pelo poder. Os filhos de magistrados, tinham fácil acesso a cargos públicos. Júlio César teve sua carreira política financiada pelos cavaleiros e correligionários do partido popular. Seguindo o exemplo de outros políticos, procurou primeiro o prestígio militar. Apos ter comandado um exército na Espanha, foi eleito cônsul, magistrado que administrava a República romana. Eram encarregados de propor leis, presidir o senado e as assembleias e, no caso de guerra nomeavam um ditador.

Júlio César, Crasso e Pompeu, em 59 a.C., assinaram um pacto secreto, pelo qual formavam uma aliança chamada triunvirato, que durou dez anos. Os três juntos, com o apoio do exército, assumiram o comando de Roma e reduziram o poder do senado. Planejando monopolizar o poder, Júlio César conseguiu que o Senado o nomeasse procônsul da Província da Gália (atual França). Em 58 a.C., no comando de um numeroso exército, partiu para conquistar toda a região e também as glórias militares para exercer sozinho o poder.

Em 56 a.C., um acordo foi firmado entre os três comandantes, César continuaria na Gália, Pompeu seguiria para a Espanha e Crasso ficaria no governo da Síria. Durante o consulado de César, as terras que o estado possuía, foram distribuídas, e foi extinto o partido aristocrático. Em 53 a.C., Crasso morre combatendo na Pérsia. Era o fim do primeiro triunvirato. Mais uma vez instalou-se uma crise política agravada pela ação de bandidos armados que espalhavam o terror em Roma. O Senado então, nomeou Pompeu cônsul único, com a missão de restabelecer a ordem.

Júlio César não aceitou submeter-se a Pompeu. Com o apoio das tropas fieis na Gália, invadiu a península Itálica, em 49 a.C. Pompeu e grande parte do Senado refugiaram-se na Grécia. Júlio César os perseguiu. Pompeu chegou ao Egito e foi assassinado pelos ministros do faraó Ptolomeu, para agradar a Júlio César. Ao chegar ao Egito, depõe o faraó e coloca no poder a irmã de Ptolomeu, Cleópatra. O Egito passou a ser um protetorado romano. Em 47 a.C., domina a Ásia. Na África vence os seguidores de Ptolomeu na Batalha de Tapso. De volta à Roma, é recebido triunfalmente. Nos dez anos seguintes, com a aprovação do Senado, torna-se ditador.

Júlio César, apoiado pelo Senado e pela plebe, passa a acumular títulos. Torna-se Pontífice Máximo e passa a ser Ditador Perpétuo, o que lhe permitia reformar a Constituição. Para tornar-se rei, aliou-se ao general Marco Antônio, que instigou a plebe contra o senado. Os defensores da República uniram-se sob a liderança de Bruto e Cássio. No dia 15 de março de 44 a.C., Júlio César foi chamado ao Senado. Ao chegar, um grupo de senadores, chefiados por Bruto e Cássio, o matou a punhaladas.

Caio Júlio César morreu em Roma, no dia 15 de março, no ano 44 a.C.

Última atualização do biografia de Júlio César: 15/09/2012.
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