Tomé de Sousa

Militar português

Biografia de Tomé de Sousa:

Tomé de Sousa (1503?-1579) foi militar português. Primeiro governador-geral do Brasil. Fidalgo da Casa Real. Foi nomeado "vedor d'el-rei", com a função de fiscalizar os empreendimentos da Casa Real.

Tomé de Sousa (1503?-1579) nasceu em Rates, Pávoa de Varzin, Portugal. Filho do prior de Rates, João de Sousa e de Mércia Rodrigues de Faria. Era neto do fidalgo Pedro de Sousa de Seabra, do Minho. Era primo de Martim Afonso de Sousa, de Pero Lopes e do Conde de Castanheira, conselheiro do rei.

Para ingressar na vida pública torna-se soldado. Em 1527, em Marrocos, em lutas contra os mouros, se destaca e é citado como herói. Em 1535 serve em Cochim, na Índia, e se destaca como capitão de uma nau da armada. Servindo a Corte como soldado e administrador, vai aos poucos se aproximando da nobreza. Em 1537, Tomé de Sousa torna-se fidalgo da Casa Real. Em 1538 casa-se com Dona Maria da Costa.

No Brasil, em 1548, as únicas capitanias que prosperaram foram São Vicente e Pernambuco, e para corrigir as deficiências das outras capitanias, o rei Dom João III escolhe Tomé de Sousa para governador-geral do Brasil, para um mandato de três anos. Tomé de Sousa recebe do rei grandes poderes, constantes em um regimento com quarenta e um artigos, entre eles, dirigir-se à Bahia, escolhida porque se situava entre as capitanias do norte e do sul, fortificar e explorar a costa desde a Bahia até Pernambuco, combater os invasores e explorar o rio São Francisco.

Tomé de Sousa saiu de Portugal no dia 1 de fevereiro de 1544, numa caravana com seis embarcações, com mais de mil pessoas, trazendo um provedor-geral, um ouvidor-mor, um comandante de toda a esquadra no Brasil, escrivão, tesoureiro, engenheiro e mestre de obras. No dia 29 de março de 1549, a caravana chega ao Brasil. O desembarque se deu na Vila do Pereira, Bahia, onde hoje está no porto da barra o monumento em homenagem a Tomé de Souza.

A primeira providencia de Tomé de Sousa foi a escolha do local para a construção na nova capital. Velejou um pouco mais e aportou próximo ao planalto, local que chamou Ribeira das Naus, onde hoje está a Escola de Aprendizes da Marinha, ao lado do Mercado Modelo. O trabalho de construção obedecia a planta elaborada em Lisboa. No dia 1 de novembro Tomé de Sousa declara oficialmente instalada a cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos e presta juramento como governador do Brasil.

Tomé de Sousa, além de construir a capital da colônia, tinha que proporcionar riqueza para a metrópole, sobre a forma de ouro ou mercadorias de valor. Em 1550 chega ao Brasil a caravela Galga, trazendo gado e volta carregada de madeira. Tomé de Sousa ordena que a caravela volte com mais gado. Além do gado, a cana de açúcar ia se expandindo, no início só para consumo interno, depois para exportação. O governador cedia terras para os colonos, no prazo de dois anos, para serem cultivadas, se não produzissem, a terra era dada para outro colono.

Durante seu governo, Tomé de Sousa concede autorização para se adentrar no sertão em busca de ouro, mas as pedras encontradas tinham pouco valor. As expedições voltavam com milhares de índios presos, para serem vendidos como escravos.

Estava chegando o fim do mandato de Tomé de Sousa, mas teve que aguardar até 1553, para a chegada de seu substituto. O novo governador era Duarte da Costa, que foi recebido por Tomé de Sousa, e no mesmo navio que desembarca o novo governador, Tomé de Sousa volta para Portugal. Chega ao Reino e encontra sua filha já casada com Diogo Lopes de Lima. É nomeado para o alto posto de "vedor d'el-rei", com a função de fiscalizar os empreendimentos da Casa Real. Vive ainda vinte anos desempenhando funções públicas.

Tomé de Sousa morre em Lisboa, no dia 28 de janeiro de 1579. Seu corpo é enterrado junto à sua mulher, no Mosteiro de Santo Antônio de Castanheira, em Lisboa.

Última atualização do biografia de Tomé de Sousa: 28/07/2012.
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